Rio – Foi decretada, nesta quinta-feira, pelo Tribunal Regional Federal da 2a Região, a pedido da Procuradoria Regional da República do Rio de Janeiro, a prisão preventiva de Álvaro Lins (foto). Policiais federais tentam, neste momento, cumprir o mandado. Cassado há dois dias por 36 dos 70 ‘colegas’ da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) e perto de perder o cargo de delegado na Polícia Civil, o ex-deputado estaria deprimido e ingerindo tranqüilizantes para se controlar.
Acusado pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, formação de quadrilha armada e descaminho para contrabando, Lins chegou a ser preso em maio, durante a Operação Segurança S.A.
Nesta quinta-feira, o ex-deputado entregou o Bora oficial da Alerj que ainda estava em seu poder. Desde a noite de terça, quando teve o mandato cassado, Lins começou a ter apagadas as marcas de sua passagem pela Assembléia Legislativa.
Funcionários do gabinete de Lins, que deverão ser exonerados ainda hoje, fizeram faxina nas salas que o parlamentar ocupava no prédio anexo da Alerj. Levaram móveis e objetos de decoração, comprados durante reforma que o deputado havia feito recentemente num dos gabinetes mais luxuosos e confortáveis da Casa.
À tarde, pouco antes do início da sessão que reuniu pouco mais de 15 deputados, funcionários da Alerj removeram o nome de Lins do placar eletrônico de votação — apagando o último vestígio oficial do deputado na Casa.