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Grampos telefônicos: o diagnóstico do juiz De Sanctis

Grampos telefônicos: o diagnóstico do juiz De Sanctis

Fausto De Sanctis (foto) está certo: o Brasil não é um país civilizado. No seu depoimento à CPI dos Grampos encenada na Câmara Federal, aquele que é chamado de “juiz da Operação Satiagraha” desagradou o auditório, inclusive os perdigueiros da informação ali reunidos, ao expor com precisão as suas motivações e ao demolir a tese da escuta telefônica generalizada. Quanto ao Brasil, poderia ter dito que lhe faltam os atributos de país verdadeiramente democrático e autenticamente republicano.

Fausto De Sanctis (foto) está certo: o Brasil não é um país civilizado. No seu depoimento à CPI dos Grampos encenada na Câmara Federal, aquele que é chamado de “juiz da Operação Satiagraha” desagradou o auditório, inclusive os perdigueiros da informação ali reunidos, ao expor com precisão as suas motivações e ao demolir a tese da escuta telefônica generalizada. Quanto ao Brasil, poderia ter dito que lhe faltam os atributos de país verdadeiramente democrático e autenticamente republicano.

No caso da 6ª Vara Criminal de São Paulo, da qual é titular, apenas 2,43% dos inquéritos em andamento foram contemplados com interceptações telefônicas. Vale perguntar aos nossos botões por que De Sanctis foi convocado. De imediato respondem: porque mandou prender duas vezes o mestre grampeador, Daniel Dantas. Grão-mestre em artes diversas, a começar pela desfaçatez de se apresentar como vítima e de negar ter grampeado quem quer que seja em tempo algum.

A mídia, rosto peremptório do poder, não simpatiza com De Sanctis e cuida de minimizá-lo, quando não de interpretá-lo da pior maneira. Ele próprio esboça a correção (“queria dizer que o Brasil não é do Primeiro Mundo”), mas o soneto é que convence. A própria CPI dos Grampos e o comportamento midiático provam o implacável acerto. Sem contar a impunidade do orelhudo. Às vezes, sobra a impressão de que ele é o dono do Brasil.

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