O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, recebeu, nesta quinta-feira (21), do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Roberto Wider, o levantamento das áreas mais sensíveis e carentes de reforço de segurança na capital fluminense. Com o mapeamento, será definido como e onde a força federal vai atuar para garantir a segurança das eleições municipais de outubro.
O plenário do TSE autorizou o ministro Ayres Britto a requisitar, de ofício, força federal para garantia da segurança nas eleições da cidade no início do mês, quando a Corte reconheceu a gravidade da situação nas comunidades controladas por traficantes de drogas e milicianos que intimidam eleitores, impedem o acesso de candidatos não ligados ao crime e dificultam a cobertura da campanha pela imprensa.
No último dia 15, o TSE recebeu ofício no qual o governador do estado, Sérgio Cabral, declara-se “favorável a qualquer medida que tenha por fim dar maior segurança aos seus habitantes, em especial ao eleitor, aos candidatos e à imprensa, para que o processo eleitoral transcorra em um ambiente de tranqüilidade e garantia de plena liberdade do exercício da cidadania e o do direito à informação”. O governador afirmou ainda que as forças federais se somam ao esforço de seu Governo no combate à criminalidade e na garantia da segurança da população do Estado do Rio de Janeiro
Procedimentos
O presidente do TSE e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, discutiram os procedimentos para a requisição da força federal. O ministro da Justiça, Tarso Genro já ofereceu o apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária para garantir a segurança do pleito no Rio de Janeiro.