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Justiça determina proteção de menina que teria matado padrasto

Justiça determina proteção de menina que teria matado padrasto

A menina de 9 anos que matou o padrasto com uma facada na tarde de domingo em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, foi encaminhada para um abrigo de crianças e adolescentes como medida cautelar de proteção, à pedido da Justiça, e é acompanhada por educadores e psicólogos. Segundo a conselheira tutelar Ana Paula Costa Morilhas, que acompanha o caso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não prevê punição para crianças até 12 anos.

A menina de 9 anos que matou o padrasto com uma facada na tarde de domingo em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, foi encaminhada para um abrigo de crianças e adolescentes como medida cautelar de proteção, à pedido da Justiça, e é acompanhada por educadores e psicólogos.

Segundo a conselheira tutelar Ana Paula Costa Morilhas, que acompanha o caso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não prevê punição para crianças até 12 anos. “Por ser uma criança ela estava um pouco abalada, então ela foi abrigada como forma de proteção”, explicou.

O fato aconteceu na residência da família no Bairro Lageado, periferia de Campo Grande. Carlos Alberto Arruda Rodrigues, 47 anos, foi atingido no tórax por uma faca pequena de mesa durante uma briga com a mãe da criança, Rosemeire de Oliveira Pereira, 35 anos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas ele morreu antes mesmo de chegar ao hospital.

Na noite deste domingo , a menina foi ouvida por uma psicóloga do SOS Criança e por uma conselheira tutelar. Ela se mostrou calma e teria confirmado ter matado o padrasto para proteger a mãe de ser agredida. O relatório da conversa fará parte das investigações.

No momento a polícia trabalha com duas hipóteses: a de a mãe ter matado o marido e usar a filha para se proteger e a outra de que a criança realmente tenha cometido o fato. O juizado da Vara da Infância e da Juventude de Campo Grande também acompanha o caso e é quem vai decidir o destino da criança.

Esta não seria a primeira vez que Rosemeire sofreu com violência doméstica. Rodrigues já havia sido Policial Militar, mas há 10 anos foi excluído da corporação. O corpo foi levado para Corumbá, região oeste de Mato Grosso do Sul, onde será velado.

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