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Tribunal do Júri condena PMs que mataram estudante no Lins

Tribunal do Júri condena PMs que mataram estudante no Lins

O 3º Tribunal do Júri da Capital condenou na noite de ontem (dia 2 de setembro) os policiais militares Paulo Roberto Paschuini e Marcos Alves da Silva pela morte do estudante Hanry Silva Gomes de Siqueira, em 21 de novembro de 2002, na trilha existente entre os Morros da Boca do Mato e do Gambá, no Lins de Vasconcelos.

O 3º Tribunal do Júri da Capital condenou na noite de ontem (dia 2 de setembro) os policiais militares Paulo Roberto Paschuini e Marcos Alves da Silva pela morte do estudante Hanry Silva Gomes de Siqueira, em 21 de novembro de 2002, na trilha existente entre os Morros da Boca do Mato e do Gambá, no Lins de Vasconcelos. O júri foi presidido pelo juiz Sidney Rosa.

Segundo denúncia do Ministério Público, durante uma operação do 3º BPM, os PMS disparam contra o jovem de 16 anos e, para garantir as suas impunidades, simularam uma situação de legítima defesa. Eles afirmaram que houve troca de tiros e colocaram um saco de maconha próximo ao corpo e um revólver da marca Taurus, calibre 38, em uma das mãos da vítima, que estava caída no chão.

Embora também denunciado pelo crime de homicídio, Paschuini foi condenado a três anos e dois meses de detenção, em regime aberto, pelo crime de fraude processual. Alves da Silva recebeu a pena de nove anos de prisão, em regime fechado, também por fraude processual e pela morte de Hanry Silva.

“O motivo do crime é execrável, pois que, com sua conduta, acabou por atingir a honra de um adolescente, pois que, a vontade era direcionada para que a vítima, um adolescente sem mácula, pudesse passar por um traficante criminoso”, escreveu o juiz Sidney Rosa na sentença.

Ele disse que o crime trouxe imenso dano à mãe do jovem, a comerciária Márcia de Oliveira Silva Jacinto, “já que, além da dor de perder um filho, teve também de conviver com o fato de ter sido imputado ao filho que criou a conduta de ser traficante”.

Em seu depoimento, a mãe de Hanry Silva Gomes disse que o filho estava na 1ª série do Ensino Médio, estudava no Colégio José Eduardo Macedo Soares e participava de atividades esportivas na Vila Olímpica da Mangueira. O juiz concedeu aos policiais o direito de recorrerem da sentença em liberdade.

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