A Mac Laren Oil Estaleiros contratou 50 presas para execução de serviços não especializados. Elas receberão salário de R$ 471,00 por 44 horas de trabalho semanais, alimentação, transportes, além da remissão da pena, isto é, a cada três dias trabalhados, um será diminuído do total da pena. O anúncio foi feito hoje (dia 17 de setembro) durante assinatura de convênio entre o governo do Estado e o estaleiro para a abertura de cursos de formação de mão-de-obra dentro de presídios de regime semi-aberto.
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador José Carlos Schmidt Murta Ribeiro, também participou da solenidade. Para que o governo do Estado firmasse o convênio, a Vara de Execuções Penais do Rio (VEP) agilizou a análise dos processos das presas. "O Tribunal fez uma rápida análise dos processos e em três dias concluímos o trabalho. Reunimos todos os documentos das presas num só processo, possibilitando a realização do convênio", disse o juiz Rafael Estrela, da VEP. A oferta de vagas de trabalho a internas do sistema carcerário do Rio que possuam o ensino fundamental completo vem ao encontro do objetivo de ressocialização do mutirão carcerário realizado pelo TJ em agosto, na capital, e setembro, em Campos dos Goytacazes. Na ocasião, foram concedidos 641 benefícios, entre eles o de trabalho extramuros.
O convênio foi assinado pelo governador Sérgio Cabral, pelo secretário de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro, e pela presidente do Estaleiro Mc Laren, Gisela Mac Laren. A meta da empresa é abrir 4 mil vagas para presos em regime semi-aberto. As internas começam a trabalhar depois de receberem treinamento adequado a partir de segunda-feira.
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