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Abin manuseou escutas telefônicas, diz revista

Abin manuseou escutas telefônicas, diz revista

Os agentes da Agência Brasileira de Inteligência fizeram mais do que colaborar na Operação Satiagraha. Dois deles já contaram à Polícia Federal que manusearam grampos e mensagens telefônicas dentro das dependências da Abin. Segundo a revista Veja desta semana, que trouxe a informação, os número de 56 agentes que teriam colaborado com a Satiagraha pode ser bem maior. Isso apesar de a Abin nunca ter admitido o envolvimento de seus agentes com grampos, mas as provas começam a aparecer.

Os agentes da Agência Brasileira de Inteligência fizeram mais do que colaborar na Operação Satiagraha. Dois deles já contaram à Polícia Federal que manusearam grampos e mensagens telefônicas dentro das dependências da Abin. Segundo a revista Veja desta semana, que trouxe a informação, os número de 56 agentes que teriam colaborado com a Satiagraha pode ser bem maior. Isso apesar de a Abin nunca ter admitido o envolvimento de seus agentes com grampos, mas as provas começam a aparecer.

A reportagem da revista garante que a Polícia Federal tem em mãos uma lista de todos os agentes da Abin que participaram da operação e que parte deles já foi ouvida no inquérito aberto para apurar o caso. Os espiões contaram detalhes do seu trabalho, que envolveu setores da agência em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com Veja, os depoimentos são mantidos em segredo, mas dois espiões envolvidos já confirmaram ter manuseado grampos telefônicos e mensagens eletrônicas dentro das dependências da Abin.

Um deles, encarregado de analisar o material, contou à revista que os grampos chegavam em CDs, eram transcritos e transformados em relatórios de inteligência. Depois, o material era encaminhado aos chefes dos respectivos setores. O grampo ilegal do ministro Gilmar Mendes percorreu todos esses estágios de produção dentro da agência, mas foi descartado porque não havia na conversa nada de relevante – nem para a investigação da Satiagraha, nem para consumo interno da Abin. Os outros – e havia muitos outros – viraram relatórios de inteligência. (Mário Coelho)
 

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