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Caso João Roberto: juiz ouve secretário de Segurança Pública e RP da Polícia Militar

Caso João Roberto: juiz ouve secretário de Segurança Pública e RP da Polícia Militar

O juiz Paulo de Oliveira Lanzelotti Baldez, do 2º Tribunal do Júri do Rio, ouviu duas testemunhas pedidas pela defesa do réu William de Paula, um dos acusados de matar o menino João Roberto em julho, na Tijuca, Zona Oeste do Rio.

O juiz Paulo de Oliveira Lanzelotti Baldez, do 2º Tribunal do Júri do Rio, ouviu hoje (dia 29 de setembro) duas testemunhas pedidas pela defesa do réu William de Paula, um dos acusados de matar o menino João Roberto em julho, na Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Arrolado como testemunha, o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Benincá Beltrame, afirmou que não assistiu aos fatos narrados na denúncia e confirmou ter dito que faltou critério por parte dos policiais militares, mas que, no entanto, não disse que faltou treinamento aos policiais militares. Beltrame declarou ainda que a Polícia Militar do Estado possui um serviço psicológico, que não pode precisar como ele é desenvolvido pelo setor competente e que não chegou a ler o inquérito policial e desconhece qualquer prova produzida nos autos.

O secretário afirmou também que a conduta dos acusados não foi compatível com o ensinamento dado aos policiais na academia de polícia militar e que não há qualquer orientação por sua parte ou do governador de enfrentar os meliantes mesmo colocando em risco a vida de terceiros inocentes. Beltrame disse que solicitou informações à corporação sobre o ocorrido.

Já o relações públicas da Polícia Militar, Ten. Cel. Rogério Luiz Teixeira Leitão, afirmou que todos os PMs que ingressaram na corporação, onde está há 23 anos, passam por treinamento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cepaf), onde aprendem lições sobre técnicas de abordagem. Segundo Leitão, há vários cursos de reciclagem sobre o assunto que privilegiam os policiais que trabalham fazendo operações nas ruas. Ainda de acordo com ele, o serviço de psicologia na corporação é recente e as ações de enfrentamento somente são possíveis em legítima defesa sua ou de outrem ou quando identificado o alvo.

Rogério Leitão disse também que a maioria dos PMs procura um segundo emprego fora do horário de serviço e que, pelo filme dos fatos e considerando os dados descritos na denúncia, pode afirmar que a ação dos acusados não obedeceu às técnicas de abordagem ensinadas na corporação. O policial ratificou que não existe nenhuma determinação do governo no sentido de que os policiais devem partir para o confronto mesmo colocando em risco a vida de terceiros inocentes.

Ainda nesta audiência, que durou cerca de duas horas, os réus William de Paula e Elias Gonçalves foram re-interrogados, mas preferiram permanecer em silêncio.

A Justiça do Direito Online

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