A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) solicitou que o juiz de Ibicaraí, na Bahia, preste esclarecimentos sobre o caso do assassinato do vaqueiro Alexsandro Honorato de Souza, morto no dia 2 de dezembro de 2006, na região de Itabuna.
Antes de julgarem o pedido de Habeas Corpus (HC 94515) de um dos acusados do assassinato, os ministros querem saber em que fase o processo se encontra e pediram esclarecimentos sobre os denunciados.
O habeas corpus é em defesa de Ilmar Barbosa Marinho, o “Mazinho”, denunciado com Markson Monteiro de Oliveira, o “Marcos Gomes”. Mazinho é funcionário da prefeitura de Itabuna e Marcos Gomes é filho do prefeito da cidade, Fernando Gomes. Os dois foram indiciados por tortura, cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ambos tiverem pedido de habeas corpus negado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Mazinho tenta, agora, obter salvo-conduto no STF. Seu habeas começou a ser julgado nesta tarde, mas a defesa argumentou que há erro na identificação do acusado, que teria sido confundido com Marcos Gomes no parecer da Procuradoria Geral da República.
Entre os fundamentos para se negar o habeas corpus estão depoimentos de testemunhas segundo as quais um dos acusados “é conhecido por ser pessoa truculenta, agressiva e influente, características mais que suficientes para intimidar testemunhas e dificultar a colheita de provas”. Nas informações enviadas ao STF, o juiz de Ibicaraí deverá esclarecer quem é esse acusado.
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