RIO DE JANEIRO(RJ)- Os policiais militares acusados de matar o menino João Roberto, em julho deste ano, irão a júri popular. Em sua decisão, publicada nesta sexta-feira (17), o juiz Paulo de Oliveira Lanzellotti Baldez, titular do 2º Tribunal do Júri da Capital, afirma que os policiais efetuaram diversos disparos de fuzil e pistola “com vontade de matar”, acertando 17 tiros contra o carro dirigido pela mãe de João, Alessandra.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, ainda não foi marcada data para o julgamento. O juiz também manteve a prisão provisória dos réus. O advogado dos policiais, Mauricio Neville, informou que já recorreu da decisão.
Os PMs Elias Gonçalves da Costa Neto e William de Paula são acusados de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, neste caso contra a mãe e o irmão de João Roberto. Em sua decisão, o juiz afirma que os dois só não morreram “por erro de pontaria”:
“Os acusados iniciaram a execução de dois crimes de homicídio contra as vítimas Alessandra Amorim Soares e Vinícius Amorim Soares, que não se consumaram por circunstâncias alheias a suas vontades, quais sejam: erro de pontaria, pois a vítima Alessandra se protegeu e protegeu Vinícius, se abaixando dentro do carro”, escreveu o juiz, acrescentando que Alessandra foi ferida por estilhaços e Vinícius sofreu inflamação no ouvido causada pelo barulho produzido pelos disparos.
João Roberto foi atingido por três tiros – sendo um deles na cabeça – dentro do carro da mãe, na noite do dia 6 de julho, na Rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca. Alessandra voltava para casa com João e Vinícius, então com 9 meses, quando parou seu carro para dar passagem à patrulha da PM. Os policiais disseram na época que teriam confundido o carro de Alessandra com o carro de criminosos (um Fiat Stillo) que estavam perseguindo.
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