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Juiz dá quase um mês para Daniel Dantas se manifestar

Juiz dá quase um mês para Daniel Dantas se manifestar

São Paulo - Após ouvir o depoimento do sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, do ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e do lobista Hugo Chicaroni, o juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto Martin de Sanctis, definiu que a defesa dos réus deverá apresentar a manifestação sobre o caso no dia 19 de novembro. Eles são acusados por crime de corrupção ativa pela tentativa de subornar com R$ 1,18 milhão o delegado da Polícia Federal (PF) Vitor Hugo Rodrigues em troca da retirada do nome de Dantas e seus familiares do inquérito da Operação Satiagraha.

São Paulo – Após ouvir o depoimento do sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, do ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e do lobista Hugo Chicaroni, o juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto Martin de Sanctis, definiu que a defesa dos réus deverá apresentar a manifestação sobre o caso no dia 19 de novembro. Eles são acusados por crime de corrupção ativa pela tentativa de subornar com R$ 1,18 milhão o delegado da Polícia Federal (PF) Vitor Hugo Rodrigues em troca da retirada do nome de Dantas e seus familiares do inquérito da Operação Satiagraha.

O interrogatório dos acusados teve início na quarta-feira, mas nesse dia só foi possível ouvir Dantas e Braz. De Sanctis retomou a oitiva de Chicaroni hoje, mas o lobista afirmou que não havia nada a acrescentar em seu depoimento. Por esse motivo, o depoimento durou apenas 20 minutos. Em seguida, o juiz fez um intervalo para analisar os requerimentos da acusação e da defesa.

O Ministério Público Federal (MPF), hoje representado pela procuradora Anamara Osório Silva, fez apenas um pedido: manifestar-se por escrito ao final do processo, em vez de oralmente. O juiz aceitou o pedido e o MPF terá cinco dias úteis para fazer sua manifestação. "O MPF entendeu que não havia a necessidade de se requerer nenhuma diligência, a não ser o prazo legal para o oferecimento das alegações finais por escrito", explicou a procuradora.

Já os advogados de defesa dos réus fizeram diversos pedidos, mas apenas um foi aceito. "A maior parte dos requerimentos da defesa já havia sido feita nos autos. Foi, portanto, a reiteração dos pedidos, muitos dos quais já haviam sido indeferidos", disse a procuradora, citando como exemplo a solicitação de transcrição de todos os áudios interceptados pela PF, que superam 7 mil horas.
 

Um dos pedidos novos foi feito pela defesa de Braz, que pediu uma perícia de espectrograma da voz do réu, que não a reconhece como sua em algumas das escutas ambientais. "O MPF se opôs, pois entendeu que era irrelevante em relação ao conjunto das provas", afirmou a procuradora. O único requerimento aceito por De Sanctis foi o acolhimento de um documento que aponta inconsistências em alguns dos áudios que foram acrescentados aos autos, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Peritos em Comércio Eletrônico e Telemática a pedido da defesa e apresentado hoje à imprensa.

Todos os demais requerimentos do advogado de Dantas, Nélio Machado, foram negados, inclusive os que solicitavam novos depoimentos do diretor afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, e do delegado da PF que comandou a Operação Satiagraha, Protógenes Queiroz. "Não é possível, razoável, que a defesa só peça absurdos. Eu tenho dificuldade para entender a coerência da acusação e também a avareza com que o juiz aprecia as postulações da defesa", reclamou Machado.
 

A Justiça do Direito Online

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