Concluído mais de dois anos depois da invasão da Câmara por um grupo de sem-terra, parecer do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União afirma que ato promovido pelo MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) teria sido financiado por dinheiro público repassado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
O procurador Marinus Eduardo Marsico consultou cadastros oficiais para descartar outras possíveis fontes de recursos, além dos convênios assinados com o Incra, e considerados irregulares por auditores do tribunal.
Sem-terra ligados ao MLST ocuparam a Câmara em junho de 2006. Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas e houve quebra-quebra. Munidos de pedaços de pau, os manifestantes invadiram a Câmara e quebraram vidros, janelas, mesas e armários.
O MLST é uma dissidência do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) criada em 1997. É considerado como o segundo maior grupo de trabalhadores sem-terra, atrás somente do MST, com presença em cerca de nove Estados.
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