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Criança que perdeu braço em maternidade municipal ganha indenização

Criança que perdeu braço em maternidade municipal ganha indenização

Rio - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou a Prefeitura do Rio a pagar indenização de R$ 300 mil a criança que teve o braço direito amputado devido a um erro médico na Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira. O problema aconteceu em 2001, quando o garoto, hoje com 7 anos, tinha 11 dias de vida.

Rio – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou a Prefeitura do Rio a pagar indenização de R$ 300 mil a criança que teve o braço direito amputado devido a um erro médico na Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira. O problema aconteceu em 2001, quando o garoto, hoje com 7 anos, tinha 11 dias de vida.

“Uma enfermeira deu uma injeção errada. Em vez de pegar uma veia, pegou uma artéria. Por isso, formou-se um coágulo, que impedia a passagem de sangue para o braço direito, que precisou ser amputado. Ficamos desesperados. Foi um sofrimento enorme. Meu filho podia ser uma criança normal, como qualquer outra, se isso não tivesse ocorrido”, disse ontem o jornalista Ney Bustamante.

Ney conta que o filho nasceu em Teresópolis, mas precisou de internação em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e, por isso, foi transferido para a maternidade municipal no Rio onde ocorreu o erro. Ney disse ainda que os médicos da unidade queriam amputar o braço do bebê na altura do ombro.

“Uma médica do Hospital Souza Aguiar, onde foi feita a amputação, decidiu fazer procedimento menos radical”, conta, acrescentando que a criança tem uma prótese, que usa de vez em quando. “Ele pede para usar a prótese quando vai passear ou quando vai em alguma festa. Mas é muito quente”, diz.

De acordo com os advogados Eduardo Cruz e João Tancredo, que atuaram na causa, além dos R$ 300 mil — referentes a danos moral e estético — o menino receberá uma pensão mensal de um salário mínimo a partir dos 18 anos. Os pais da criança terão direito a R$ 20 mil e o irmão, a R$ 5 mil.

“Esse erro médico causou diversos problemas na criança e na família. O menino não concorrerá em igualdade de condições com outros no mercado de trabalho”, afirma Cruz.

O pai acredita que a indenização ajudará a garantir um futuro melhor para o garoto: “Mas ainda vai demorar muito tempo para o dinheiro sair”. A procuradoria da Prefeitura do Rio não comentou a decisão do STJ.

A Justiça do Direito Online
 

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