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MPT investiga escolas de costura que prometem emprego a quem paga pelo curso

MPT investiga escolas de costura que prometem emprego a quem paga pelo curso

Durante as inspeções o procurador constatou outras duas fraudes: o fornecimento de mão-de-obra infantil às empresas e o treinamento de funcionários para terceiros, “uma vez que uma empresa tenha interesse em contratar um funcionário, a própria empresa deve treiná-la ou contratar alguém que já saiba fazer o serviço”, comenta Arlélio Lage.

O procurador do Trabalho Arlélio de Carvalho Lage inspecionou duas escolas de costura, no centro de Belo Horizonte, denunciadas por oferecer cursos com garantia de emprego, o que configura fraude trabalhista. As duas escolas,denunciadas pela Rede Globo, publicam anúncios no jornal Super Notícias, às quartas e aos domingos, garantindo o emprego após a conclusão do curso, que custa em média R$ 200,00.

Durante as inspeções o procurador constatou outras duas fraudes: o fornecimento de mão-de-obra infantil às empresas e o treinamento de funcionários para terceiros, “uma vez que uma empresa tenha interesse em contratar um funcionário, a própria empresa deve treiná-la ou contratar alguém que já saiba fazer o serviço”, comenta Arlélio Lage.

Muito surpresas e nervosas, em vários momentos as proprietárias das escolas entraram em contradição e disseram, ao contrário do publicado no jornal, que o emprego não era garantido, iria depender do aprendizado das alunas. “Eu ensino a fazer pedaços de roupas e na medida do possível encaminho às empresas, disse Ana Maria França, que há 28 anos gerencia a Escola França, segundo local inspecionado.

Durante as inspeções, o procurador questionou as proprietárias e recolheu documentos para averiguação. As proprietárias das duas empresas investigadas, mãe e filha, foram“aconselhadas” a retirar os anúncios do jornal e intimadas a comparecer ao Ministério Público do Trabalho para regularizarem a situação das escolas. “As senhoras estão induzindo o trabalhador a erro. Isso é fraude. O anúncio engana o trabalhador,” alertou o procurador.
 

A Justiça do Direito Online

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