O delegado da Polícia Federal Amaro Vieira Ferreira, responsável por investigar o vazamento da Satiagraha, afirmou ontem que o sigilo da fonte é uma questão restrita a jornalistas e que seu dever é descobrir a fonte policial que avisou a TV Globo que a operação ocorreria na madrugada de 8 de julho.
"Se a investigação levar a A, B ou C, não me interessa. O sigilo da fonte não é meu, é do jornalista. Posso chamar o jornalista e perguntar quem o avisou. Ele pode se manter em silêncio. E eu, como policial, posso buscar outros caminhos para descobrir quem vazou", afirmou.
A Folha informou ontem que a PF conseguiu, sem ordem judicial, a quebra do sigilo telefônico de dezenas de aparelhos Nextel usados na madrugada em que a operação foi deflagrada. Os pedidos foram focados em quatro locais onde havia equipes da TV Globo à espera da polícia na madrugada da operação. "Não houve pedido de quebra de sigilo à Nextel, muito menos de quebra de sigilo de jornalistas. Pedimos apenas que a empresa nos informasse quais antenas servem determinados lugares, e para isso não é necessária uma autorização judicial", afirmou Amaro.
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