Dez meses após o estouro do escândalo de gastos irregulares com cartões corporativos, o governo publicou ontem (14) portaria limitando os saques por usuários ligados à Presidência. As novas regras, no entanto, não se aplicam às secretarias da Igualdade Racial, das Mulheres, da Pesca, de Relações Institucionais, de Comunicação Social, de Assuntos Estratégicos e ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional), órgão que tem um dos gastos mais altos com o cartão de crédito federal.
No ano passado, o governo gastou R$ 75,6 milhões (mais de 77% deste valor, R$ 57 milhões, foi sacado). Até outubro deste ano, as despesas no cartão somaram R$ 39,6 milhões. Desse total, R$ 9,1 milhões estão relacionadas à Presidência ou a órgãos ligados a ela. A Casa Civil justificou que essas secretarias têm "execuções orçamentárias e fiscais autônomas" e que, por isso, não estão sujeitas às novas regras para uso do cartão corporativo.
Segundo o órgão, o limite de 10% de saques foi estabelecido com base na média de despesas pagas em dinheiro no ano passado, que giram "em torno de 7% a 10% do total de despesas realizadas com suprimento de fundos", informa a Casa Civil.
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