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Negócio com dinheiro público: Deputado cobra por cursos coordenados por servidores da Câmara

Negócio com dinheiro público: Deputado cobra por cursos coordenados por servidores da Câmara

A sobreloja que fica entre os lotes 18 e 20, na Quadra 36 do Setor Leste do Gama é a extensão do gabinete parlamentar do deputado distrital Wilson Lima (PR). No endereço funciona desde 1999 o Instituto Cultural batizado com o nome do parlamentar, também identificado pela sigla ICWL. A rotina no lugar revela um flagrante de que o político tem o hábito de usar dinheiro público para financiar projetos pessoais.

A sobreloja que fica entre os lotes 18 e 20, na Quadra 36 do Setor Leste do Gama é a extensão do gabinete parlamentar do deputado distrital Wilson Lima (PR). No endereço funciona desde 1999 o Instituto Cultural batizado com o nome do parlamentar, também identificado pela sigla ICWL. A rotina no lugar revela um flagrante de que o político tem o hábito de usar dinheiro público para financiar projetos pessoais.

Um outdoor azul, laranja e amarelo pendurado na fachada de um prédio de dois andares exibe o pôster do deputado e anuncia o que se tornou uma das principais atividades promovidas pelo ICWL: “Venha conhecer nossos cursos”. O Instituto oferece 20 tipos de atividades e cobra por elas. Manicure e pedicure (custam 3 parcelas de R$ 15), maquiagem (2 de R$ 15), corte iniciante (3 de R$ 25), violão (5 de R$ 15), informática (6 de R$ 30). Atualmente há 147 alunos matriculados, mas em um ano a entidade calcula prestar atendimento a 800 pessoas.

Uma das primeiras evidências da confusão entre o que pode e aquilo que extrapola a competência de um parlamentar está na composição da equipe do Instituto Cultural. Parte dos servidores que atua na proclamada entidade sem fins lucrativos é remunerada com recursos da Câmara Legislativa. Bruno Wilker da Silva é um exemplo. Ele se apresenta como o coordenador do ICWL e de fato passa a maior parte do expediente no sobrado do Gama onde funcionam os cursos promovidos por Wilson Lima. “Sou contratado pelo gabinete há três anos, durante seis meses fiquei lotado na Câmara, mas depois fui remanejado para o instituto, que é a menina dos olhos do deputado”, diz Bruno com orgulho.

Foi o coordenador Bruno quem apresentou cada detalhe do funcionamento do Instituto Cultural à reportagem, demonstrando bastante afinidade com o projeto. Ele explicou, por exemplo, que a decisão do ICWL de cobrar pelos cursos de “caridade” foi uma forma de fazer com que as pessoas valorizassem mais as oficinas. “É uma quantia simbólica”, considera. E, de acordo com os funcionários do lugar, quando alguém da comunidade procura as atividades e comprova não ter condições de pagar, as aulas são de graça. Mas a equipe de servidores toma as precauções para ter certeza de que não se trata de má-fé do interessado. “Fazemos uma visita à casa das pessoas para checar se realmente elas não têm condição”, detalha o coordenador.

A Justiça do Direito Online

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