O 2° Tribunal do Júri de Goiânia condenou a 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, o funcionário público Itamar Flauzicino Azecedo. Ele está foragido há mais de 10 anos, tendo sido julgado à revelia, conforme prevê a Lei n°11689/2008. Ele é acusado de matar sua mulher, a bancária Neide Maria Dinardi, na noite de 16 de abril de 1991, na Vila Rosa. A sessão foi presidida pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira.
De acordo com a denúncia, Itamar e Neide viveram juntos 8 anos e na noite do fato o réu chegou em casa bêbado e enquanto jantava colocou a arma sobre a mesa, xingou a mulher e disse que iria matá-la, instante em que ele deu dois tiros na vítima, que morreu.
Em plenário, o promotor Paulo Pereira dos Santos pediu a condenação do réu por homicídio qualificado em razão de o crime ter sido cometido por motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A defesa, representada pelo advogado João Batista de Oliveira, sustentou a tese de homicídio privilegiado, mas os jurados acataram a da acusação.
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