Roman Polanski encaminha um novo plano para poder voltar à Hollywood. Na terça-feira (2), os advogados do cineasta preencheram uma reclamação junto à Corte Superior de Los Angeles buscando cancelar as acusações de pedofilia, que já duram por 31 anos.
Convenientemente, a tentativa de limpar o nome do diretor chega na mesma época em que o documentário “Roman Polanski: wanted or desired”, de Marina Zenovich, utilizado pelo advogado como fonte de novas evidências a favor do cineasta.
A nova ação se concentra em entrevistas do então promotor David Wells admitindo ter discutido o caso com o juiz Lawrence Rittenband durante os procedimentos legais nos anos 1970 e outras acusações que surgiram na seqüência. Os advogados do cineasta afirmam que houve “erros de conduta judicial e da promotoria que distorceram o processo legal de tal forma que os interesses da justiça só podem ser alcançados com uma anulação completa do caso”.
De acordo com a reclamação, Polanski “foi e continua sendo vítima da repetitiva, ilegal e sem ética conduta de parte da Justiça de Los Angeles”. Uma audiência foi marcada para 21 de janeiro.
O cineasta, que está com 75 anos, fugiu dos Estados Unidos em 1978 para evitar cumprir pena de prisão, depois de confessar-se culpado de ter feito sexo com uma garota de 13 anos. Ele já tinha passado 42 dias numa prisão da Califórnia para ser submetido a avaliação psiquiátrica, mas saiu do país antes de ser sentenciado.
Diretor de clássicos do cinema como “O bebê de Rosemary” e “Chinatown”, Polanski tem cidadania francesa e não pode ser extraditado para os Estados Unidos.
Atacado pela imprensa americana na época, o cineasta franco-polonês nunca mais retornou aos EUA, apesar de ter recebido o Oscar de melhor diretor em 2003 pelo drama “O Pianista”, sobre a 2ª Guerra Mundial.
A promotoria pública de Los Angeles disse que ainda não viu o pedido de anulação. "Não vimos o que foi registrado, e, no que nos diz respeito, Polanski se confessou culpado e fugiu da jurisdição da corte antes de ser sentenciado. É uma questão entre Polanski e o tribunal", disse à agência Reuters Sandi Gibbons, porta-voz da promotoria.
Gibbons disse que Polanski é foragido da Justiça e que ainda há um mandado de prisão em aberto contra ele.
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