seu conteúdo no nosso portal

Em tribunal popular, estado brasileiro é acusado de praticar violência contra pobres e negros

Em tribunal popular, estado brasileiro é acusado de praticar violência contra pobres e negros

Instituições do Estado brasileiro foram acusadas ontem (5) de praticar uma política de violência contra a população pobre e negra do país. Os argumentos contra o Estado foram apresentados no Tribunal Popular, realizado em uma das mais na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Instituições do Estado brasileiro foram acusadas ontem (5) de praticar uma política de violência contra a população pobre e negra do país. Os argumentos contra o Estado foram apresentados no Tribunal Popular, realizado em uma das mais na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

O evento foi organizado por dezenas de movimentos e organizações sociais com objetivo de questionar o posicionamento do Estado brasileiro em situações de violações de direitos humanos de populações pobres de favelas, periferias urbanas e do campo, principalmente jovens negros, quilombolas, indígenas e seus descendentes.

Violência Estatal Sobre o Pretexto de Segurança Pública em Comunidades Urbanas Pobres: O Caso do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro foi o tema colocado em discussão hoje na primeira das quatro sessão de julgamento que serão realizadas até o próximo sábado (6) abordando casos emblemáticos que, segundo os organizadores, envolvem a violência institucional do Estado.

“O extermínio é assumido pelo Estado. É o dia-a-dia da ação policial, é o dia-a-dia da ação do Estado no Rio de Janeiro. Essa é a denúncia principal. Que se trata de uma política, de uma cultura de Estado muito entranhada nas instituições. Quem tem que ser julgado são as próprias instituições. E não um ou outro agente de Estado que são os executores desse mecanismo, dessa mecânica”, ressalta Maurício Campos, um dos organizadores do julgamento.

Entre maio e julho de 2007, cerca de 40 pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas durante uma série de operações policiais realizadas no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Apenas no dia 27 de junho, 19 pessoas foram mortas e 60 feridas por armas de fogo. A ação foi realizada pela Polícia do Rio e pela Força Nacional de Segurança, com a participação de 1.350 agentes policiais.

O Tribunal Popular funciona como um tribunal de júri, mas com a participação de juristas no lugar de juízes. O Estado fica no banco dos réus e tem o direito de defesa garantido. Para julgar a ação do estado nas comunidades do Rio de Janeiro, o jurista João Pinaud, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB, fez o papel de juiz.
Nenhum representante do Estado compareceu. As acusações ficaram por conta do jurista Nilo Batista, fundador do Instituto Carioca de Criminologia, e João Tancredo, presidente do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (RJ).

O resultado do julgamento será anunciado no próximo sábado (6), quando os jurados, como a presidente do Grupo Tortura Nunca Mais do RJ, Cecília Coimbra, o bispo emérito de Goiás, Dom Tomás Balduino e Paulo Arantes, professor de filosofia da Usp,Paulo Arantes, vão se pronunciar.
 

A Justiça do Direito Online

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico