PARIS – O presidente da França, Nicolas Sarkozy, a primeira-dama Carla Bruni-Sarkozy, o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter e o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso participaram de cerimônia do 60º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos nesta segunda-feira, na França.
Sarkozy se pronunciou sobre o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, pedindo que ele desacelere e possa prestar atenção nas negociações que envolvem melhorias para a população do Zimbábue.
Enquanto de um lado há comemoração, do outro há repressão. ‘Nicolas Sarkozy pagará caro por se encontrar com o Dalai Lama’, alertou um jornal estatal chinês nesta segunda-feira, mantendo a posição oficial de Pequim contra a aproximação de Paris com o líder espiritual tibetano no exílio.
A China vê o Dalai Lama, um monge budista de 73 anos, como um perigoso separatista, e reagiu com indignação ao encontro dele com Sarkozy no sábado. Sarkozy, cujo país preside a União Européia neste semestre, disse ao Dalai Lama na Polônia que a Europa compartilha das preocupações com o Tibete, de onde o líder budista fugiu depois de uma frustrada rebelião popular contra o regime comunista, em 1959.
O vice-chanceler chinês, He Yafei, disse no domingo que caberá à França ‘entender completamente os danos’ à relação bilateral por causa do encontro. Na segunda-feira, a edição internacional do Diário do Povo reiterou o alerta de que a China não esquecerá tão facilmente esse encontro. O jornal acusou Sarkozy de oportunismo político e de ameaçar os interesses chineses.
Com agências internacionais.