O Instituto de Criminalistica de São Paulo vai analisar a movimentação bancária dos cinco policiais, identificados por fotografia pelo motoqueiro Cleverson Rodrigo. Ele se envolveu em um acidente, no ano passado, com um advogado de donos de caça-níqueis.
No carro do advogado Jamil Chocker havia R$ 38 mil dentro de envelopes, com números e a inscrição DP.
A defesa diz que eram honorários. A acusação afirma que era pagamento de propina para que delegacias de polícia permitissem o jogo ilegal.
O motoqueiro, acusado de ter tentado assaltar o advogado, deu um depoimento à Justiça que mudou a investigação. Ele disse que trabalhava para o advogado e que, no dia do acidente, os dois discutiram por causa de um ponto de máquinas caça-níqueis e que, depois disso, o advogado tentou matá-lo no trânsito. O motoqueiro deu também detalhes sobre o funcionamento do jogo ilegal.
O motoqueiro Cleverson Rodrigo disse que a sigla DP nos envelopes significava, sim, delegacia de polícia e que ele e o advogado distribuíam dinheiro a policiais corruptos. Além dos cinco reconhecidos, ele deu indicações sobre outros quatro.
O pagamento, segundo ele, era feito geralmente no dia 05 de cada mês. E o dinheiro era entregue sempre a investigadores. Nunca a delegados.
Nem o advogado Jamil Jocker nem o motoqueiro preso quiseram gravar entrevista.
Com base nas declarações, a corregedoria da Polícia Civil reabriu o inquérito que havia sido encerrado com quase 300 depoimentos e nenhuma conclusão.
A Justiça do Direito Online