Em um livro de 1811 estão os registros de casas e armazéns de Mariana, primeira capital de Minas Gerais. Os documentos estão sendo restaurados. Foram encontrados em péssimo estado. São como um raio x do patrimônio urbano de uma cidade no fim do período colonial.
“Com uma documentação como essa é possível que você reconstitua a evolução urbana desse sítio urbano que no caso é a cidade de Mariana”, declara Marco Antonio da Silveira, coordenador do arquivo histórico de Mariana – MG.
Os 98 documentos estavam sendo leiloados pela internet por um preço médio de R$ 850 cada um. O Ministério Público investiga o caso há quase três anos. O inquérito corre em segredo de justiça.
“É uma característica do crime de receptação, que é o que a gente diz, a pessoa tentar se desfazer por uma quantia que não equivale a quantia real”, afirma Vanessa Fusca, promotora de combate aos crimes cibernéticos.
É comum a venda desse tipo de peça inestimável por valores baixos. As pessoas acham que crimes na internet ficam impunes, mas não o Ministério Público tem se empenhado pra pegar essas pessoas.
Segundo o Ministério Público, a venda de documentos e peças roubadas de valor histórico, na internet, está cada vez mais comum… E o que está por trás desse tipo de crime é, principalmente, a sensação de impunidade por causa do anonimato que o ambiente virtual oferece.
Durante as investigações, foi descoberta mais uma relíquia anunciada na rede.
Um crucifixo mineiro do século dezoito! Foi recuperado, na semana passada, em Niterói, Rio de Janeiro. Estava á venda na internet por cinco mil reais e seria entregue pelos Correios. A suspeita é que a peça iria para o exterior. Por lei, obras de arte produzidas no Brasil antes do fim da monarquia, não podem sair do país.
Olha que risco que a gente correu, pensar que esse material poderia parar no exterior, seria uma perda pra história.
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