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Crise faz crescer pedidos de recuperação judicial em SP

Crise faz crescer pedidos de recuperação judicial em SP

Os estragos trazidos pela crise financeira nas empresas, como dificuldade para pagar e receber e falta de capital de giro, têm aumentado a procura por recuperação judicial.

Os estragos trazidos pela crise financeira nas empresas, como dificuldade para pagar e receber e falta de capital de giro, têm aumentado a procura por recuperação judicial. Segundo dados do Tribunal de Justiça, em São Paulo, as duas varas especializadas registraram, de 1º a 19 de dezembro, seis pedidos de recuperação. No ano passado, foram dois processos distribuídos nesse período.

 

O total de pedidos na capital paulista em 2008 chegou a 54 – oito a menos que o ano passado. O mecanismo, criado em 2005, visa a aumentar as chances de sobrevivência de companhias em falta com credores, sem a necessidade de entrar em falência.

Nos escritórios de advocacia, o número de consultas sobre a possibilidade de pedir a recuperação na Justiça também cresce. Na banca Limongi Wirthmann Vicente, desde o início da crise, pelo menos cinco empresas buscaram a medida. “Nosso trabalho dobrou”, diz o advogado Edemilson Vicente. Segundo ele, a opção pelo instrumento ocorre após tentativas frustradas de negociação com fornecedores. “O empoçamento do crédito trouxe insolvência a muitas empresas.”

O escritório L.O. Baptista Advogados, de São Paulo, também está prestando consultoria sobre o assunto. “A falta de liquidez e o estouro do câmbio criaram uma situação grave para essas companhias, que não têm dinheiro para pagar suas dívidas e recorrem à Justiça para tentar administrá-las”, afirma o sócio Maurício Prado.

 

Na recuperação judicial, a companhia apresenta um plano para restabelecer o negócio e, após o aval da Justiça e dos credores, pode renegociar seus débitos. “A recuperação dá mobilidade à empresa na hora da crise, com a possibilidade de alongamento das dívidas”, explica Vicente.

 

Segundo o advogado, diferentemente do que ocorria na concordata, na recuperação o empresário não perde a gestão do negócio. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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