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Reflexos da Operação Satiagraha: Governo exonera dirigentes da Abin e da PF

Reflexos da Operação Satiagraha: Governo exonera dirigentes da Abin e da PF

Nem a favor, nem contra, muito antes pelo contrário. É neste estilo mineiro de fazer política que o governo Lula pretende pôr fim à crise institucional entre a Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que se arrasta desde junho, quando foi deflagrada a Operação Satiagraha, tendo como alvo principal o empresário Daniel Dantas, suspeito de lavagem de dinheiro, corrupção, entre outros crimes. A saída encontrada pelo governo para apagar o rastro de problemas trazidos pela Satiagraha é a troca dos comandos tanto da Abin quanto da PF, já que as duas instituições abrigam grupos dissidentes de delegados e agentes.

Nem a favor, nem contra, muito antes pelo contrário. É neste estilo mineiro de fazer política que o governo Lula pretende pôr fim à crise institucional entre a Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que se arrasta desde junho, quando foi deflagrada a Operação Satiagraha, tendo como alvo principal o empresário Daniel Dantas, suspeito de lavagem de dinheiro, corrupção, entre outros crimes. A saída encontrada pelo governo para apagar o rastro de problemas trazidos pela Satiagraha é a troca dos comandos tanto da Abin quanto da PF, já que as duas instituições abrigam grupos dissidentes de delegados e agentes.

Ou seja: deixam o governo definitivamente o delegado federal Paulo Lacerda, que comandou a PF durante o primeiro mandato do presidente Lula e está afastado da direção da Abin desde a suspeita da existência de um grampo ilegal no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e também o atual diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, que fez questão de tirar dos postos-chaves da corporação todos os ex-colaboradores de Lacerda, seu antecessor. A troca dos comandos pautou as conversas durante a festa de confraternização da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, na última semana.

Na verdade, Paulo Lacerda tem a confiança e o reconhecimento de Lula, conquistada a partir de operações policiais de grande impacto e das investigações dos vários escândalos políticos realizadas no seu primeiro mandato. Mas admite que é difícil o retorno de Lacerda ao comando da Abin, em razão do desgaste das relações com o Supremo Tribunal Federal. Dezenas de servidores da agência tiveram participação na Operação Satiagraha, com o conhecimento do delegado, e são suspeitos do grampo no Supremo. Assim sai Lacerda, mas, para não enfraquecer apenas uma das correntes, Corrêa vai também para o sacrifício.
 

A Justiça do Direito Online

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