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Candidatos militares acusam Exército de punir atuação política

Candidatos militares acusam Exército de punir atuação política

Militares que concorreram nas eleições municipais neste ano e não se elegeram acusam o Exército de boicotar suas aspirações políticas por meio de transferências que os tirem de seus redutos eleitorais. Pelo menos 50 oficiais e praças não-eleitos acabaram em guarnições diferentes daquelas que estavam quando se afastaram para disputar o pleito de 2008. Entre eles estão militares que fazem parte de um movimento que se auto-intitula "Capitanismo", grupo não reconhecido pelo Comando do Exército que se organiza para ter maior participação política. Segundo a reportagem, apesar do medo de punições, militares nessa situação apresentaram queixa ao Ministério Público Federal.

Militares que concorreram nas eleições municipais neste ano e não se elegeram acusam o Exército de boicotar suas aspirações políticas por meio de transferências que os tirem de seus redutos eleitorais. Pelo menos 50 oficiais e praças não-eleitos acabaram em guarnições diferentes daquelas que estavam quando se afastaram para disputar o pleito de 2008. Entre eles estão militares que fazem parte de um movimento que se auto-intitula "Capitanismo", grupo não reconhecido pelo Comando do Exército que se organiza para ter maior participação política. Segundo a reportagem, apesar do medo de punições, militares nessa situação apresentaram queixa ao Ministério Público Federal.

Eles se organizam para entrar com uma ação coletiva na Justiça exigindo o retorno aos postos que ocupavam antes de julho, quando se licenciaram para concorrer. O Exército afirma que as transferências não têm motivação política.

Segundo o Centro de Comunicação Social da instituição, quando o militar que deseja concorrer a um cargo, ele se afasta da função. Assim, de acordo com o Centro, deixa vago seu cargo, que deve ser preenchido por outra pessoa. Quando retorna à Força, caso não seja eleito, precisa ser transferido porque sua vaga anterior não existe mais. O Exército informa ainda que concorreram 20 oficiais e 66 praças. Dos oficiais, 12 (60%) foram transferidos. Entre praças, 43 foram transferidos -o que corresponde a 65%. Só em 2008, foram realizadas transferências de 7,8 mil oficiais e 13,3 mil subtenentes e sargentos. "[Transferências] ocorrem independentemente do militar ser ou não ex-candidato", responde o Exército.
 

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