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Senadores usam gráfica da Casa para autopromoção

Senadores usam gráfica da Casa para autopromoção

"Hoje estou completando 57 anos. Recebi muitas cartas, e-mails de felicitações. Vários senadores me homenagearam no plenário, destacando o meu trabalho pelas causas sociais. Fiquei agradecido. Creio que o homem que ainda não descobriu uma causa pela qual

“Hoje estou completando 57 anos. Recebi muitas cartas, e-mails de felicitações. Vários senadores me homenagearam no plenário, destacando o meu trabalho pelas causas sociais. Fiquei agradecido. Creio que o homem que ainda não descobriu uma causa pela qual possa morrer é porque ainda não entendeu o sentido da vida.”
“Quando a agenda permitia, não se furtava em aceitar [convites para programas de TV], “passando” a imagem de competência/eficiência, aliada a um toque de discreto charme.”
Os trechos fazem parte, respectivamente, de uma obra chamada “O Canto dos Pássaros nas Manhãs do Brasil”, de Paulo Paim (PT-RS), e de um livro cujo título, mais simples e direto, é “Delcídio na TV”. Em comum, as publicações foram impressas num dos maiores centros gráficos do país, que consome cerca de R$ 30 milhões anuais. Esse valor é gasto também na impressão de leis, discursos, requerimentos, entre outras publicações.
[b]Senado diz que gabinetes são responsáveis por impressão
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A assessoria de comunicação do Senado informou que a responsabilidade pelo que é impresso é de cada gabinete. Resolução do Senado proíbe a impressão de material de campanha e que não tenha relação com o mandato.
Segundo a primeira-secretaria, em 2008 foram impressos 571 milhões de páginas para compor legislações diversas, diários do Legislativo, relatórios de CPIs, publicações solicitadas por gabinetes, entre outros. Além do Senado, a gráfica atende a Câmara e o TCU (Tribunal de Contas da União).
[b]Uso irregular de gráfica já foi escândalo em 94
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A gráfica do Senado já foi palco de escândalo quando em 1994 o então senador Humberto Lucena (PMDB-PB) mandou imprimir material para sua campanha ao governo da Paraíba.
A denúncia também envolveu a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), na época deputada e candidata eleita ao governo do Maranhão, e os postulantes ao Senado Alexandre Costa e Edison Lobão, atual ministro de Minas e Energia.
Os três tiveram cadernos escolares com propaganda eleitoral impressa na gráfica encomendados por Costa, mas não foram punidos pelo Tribunal Superior Eleitoral.

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