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Governistas desistem de tentar eleger novo presidente

Governistas desistem de tentar eleger novo presidente

Os deputados governistas desistiram, após quase quatro horas de reunião, de reabrir a sessão encerrada às 16h10 pelo presidente em exercício da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Os deputados governistas desistiram, ontem, após quase quatro horas de reunião, de reabrir a sessão encerrada às 16h10 pelo presidente em exercício da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Cabo Patrício (PT). A intenção dos aliados do governador José Roberto Arruda (sem partido) era apresentar um requerimento, assinado por 15 deputados, forçando que a data da eleição fosse marcada para amanhã (28). Porém, depois de receberem um parecer da Procuradoria da Câmara recomendando não apresentar o documento por ele ser ilegal, os distritais decidiram deixar a escolha do novo presidente para a próxima semana.
“Vamos esperar, porque o estrago foi feito pelo PT”, afirmou o deputado Geraldo Naves (DEM). Na visão dos governistas, o PT fez uma manobra para evitar que a eleição ocorresse hoje, apesar de o próprio Patrício ter marcado a data ontem. “Parece que eles não querem investigar”, disparou Naves. Eleger o novo presidente da Câmara nesta quarta-feira era de interesse direto do governo. Tanto que assessores do GDF estiveram na Casa e tentaram convencer distritais a assinarem o documento. Um deles, Milton Barbosa (PSDB), irmão de Durval Barbosa, autor das denúncias que revelaram o mensalão do Arruda, negou-se a assinar.
Ele foi um dos que tentaram convencer a base do governo a não prosseguir com o requerimento e a reabertura da sessão. Caso isso acontecesse, a eleição do novo presidente poderia ser anulada pela Justiça, já que não tinha amparo no regimento interno da Casa. “O requerimento foi considerado ilegal pela Procuradoria. Vamos esperar para a próxima terça-feira para uma nova eleição”, disse Wilson Lima (PR), apontado como candidato preferencial do governador Arruda. Ele e Raimundo Ribeiro também eram contra o requerimento. Mesmo tendo assinado, Lima sabia que, caso acontecesse, sua eleição seria imediatamente contestada.
Após Patrício encerrar a sessão, o deputado Batista das Cooperativas (PRP), falando pela liderança do governo, tentava manter a reunião aberta. “Eu, como líder do governo, digo que a sessão não está encerrada”, afirmou. No entanto, o cargo de liderança não dá ao parlamentar o direito de abrir ou encerrar uma sessão. Ao perceber isso, Batista convocou a base do governo para uma reunião no cafezinho do plenário, só entre deputados e alguns poucos assessores.
Com a manutenção da decisão de Patrício, a eleição de presidente e vice da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a indicação dos membros da comissão especial – as duas para analisar os pedidos de impeachment contra Arruda -, também ficaram para a próxima semana. A confusão foi tamanha na Câmara Legislativa que os distritais ainda não sabiam se a sessão de amanhã da CPI da Corrupção está mantida. Para Wilson Lima, só na próxima semana. Já Geraldo Naves disse que só saberá na manhã desta quinta.`
O deputado Leonardo Prudente (sem partido), que renunciou à presidência da CLDF na segunda-feira (25), e outros mensaleiros como Roney Nemer (PMDB) e Junior Brunelli (PSC), voltaram a aparecer na Câmara hoje. Porém, não entraram no plenário, limitando-se a conversar com distritais no cafezinho. Ao sair, Prudente classificou o encerramento da sessão como “uma manobra do PT”. “Foi uma decisão ruim”, afirmou.
 

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