A possível interferência de facções criminosas na decisão do voto dos presos é um temor compartilhado por diretores de penitenciárias e juízes, que acreditam ser quase impossível garantir a tranquilidade eleitoral atrás das grades. “O nosso temor é o voto dentro da cadeia. Todo mundo sabe que o dia a dia da maioria das cadeias é controlado pelo crime organizado. Nesse cenário, não dá para imaginar que o voto do preso esteja imune a esse tipo de pressão, que é brutal”, afirma o desembargador Edison Brandão, diretor da Associação Paulista de Magistrados. “A interferência de facções criminosas é possível de acontecer”, diz ojuiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo,responsável pela condenação de chefes da facção criminosa PCC.