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Patriota pediu posto em NY para garantir “saída honrosa”

A presidenta Dilma Rousseff decidiu demitir o ex-chanceler Antonio Patriota ainda nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, e fez chegar a ele a ordem para que apresentasse sem demora seu pedido de desligamento. Ela perdeu em definitivo a paciência com o ministro, a quem sempre tratou sem o mínimo resquício de respeito. Os esculachos eram tão frequentes que Patriota fugia de encontros com a presidenta como o diabo da cruz.

Ciente da demissão, Patriota usou o colega Celso Amorim, ministro da Defesa e portador do recado para se demitir, para convencer a presidenta Dilma a substituí-lo pelo embaixador Luiz Alberto Figueiredo, chefe da missão brasileira junto às Nações Unidas, em Nova York, a fim de abrir vaga para ele próprio. Seria uma “saída honrosa” do governo com certa dignidade, segundo argumentou. Amorim levou horas para convencer Dilma dessa solução.

Por Aluízio Bezerra Filho

Juiz de Direito da 6a Vara da Fazenda Pública da Capital do Estado da Paraíba, ex-Membro da 3ª Turma Recursal do Juizado Especial da Capital, ex-Juiz Eleitoral da 64ª Zona Eleitoral da Capital, ex-Professor da Unipê, autor dos livros Tribunal do Júri Homicídios, Lei de Tóxicos Anotada e Interpretada pelos Tribunais e Crimes Sexuais, Leis de Tóxicos, Lei Antidrogas e Lei de Improbidade Administrativa, todos pela Editora Juruá. É autor ainda do livro Sentenças Definitivas, editado pela União Editora.

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