A preocupação com o meio ambiente deve ser incorporada ao consciente das pessoas, independente da idade, sexo ou classe social. As mudanças climáticas que já sentimos na pele são fruto, em grande parte, da ação humana sendo, portanto, urgente a adoção de medidas que visam a conservação do nosso planeta.
Um exemplo disso é o Projeto Tamar, uma iniciativa criada há mais de quarenta anos no Brasil com o intuito de ajudar na sobrevivência de espécies que correm sério risco de extinção: as tartarugas marinhas. Além do cuidado desses animais, o instituto busca conscientizar as pessoas também por meio do turismo ecológico.
Por isso, hoje você vai conhecer melhor sobre o Projeto Tamar, como ele surgiu, quais ações realizadas ao longo dos últimos anos, quais das suas bases estão abertas à visitação ao público e, é claro, a sua importância para a conservação das tartarugas marinhas no Brasil e no mundo.
História do Projeto Tamar
Os primórdios do que viria a se tornar o atual Projeto Tamar, data do final dos anos 1970, momento em que ainda não havia nenhum tipo de registro de pesquisas sobre conservação da vida marinha aqui no Brasil. Já naquela época, as tartarugas marinhas faziam parte dos animais com risco de extinção.
Foi por meio da ação de estudantes do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no sul do Brasil, que ocorre, então, uma reviravolta. Apoiados pelo Museu Oceanográfico do Rio Grande, o grupo realizou várias viagens a praias desertas visando conhecer melhor a vida animal próximo ao mar.
Em 1977, o grupo de estudantes visitou o Atol das Rocas e presenciou a matança de 11 tartarugas marinhas por pescadores da região. Tal fato, aliado à necessidade de estudos sobre essas espécies, foi o estopim necessário para tornar a causa ainda mais urgente.
Já em 1980, surge o Projeto Tartarugas Marinhas ou Projeto Tamar. Uma curiosidade é que o nome Tamar veio não só como abreviatura de “tartaruga marinha”, mas, principalmente, porque o nome reduzido era mais viável para ser inscrito nas pequenas placas de metal usadas pelas tartarugas já identificadas.
Oito anos mais tarde é criada a Fundação Pró-Tamar com o intuito de apoiar pesquisas e trabalhos para a conservação das espécies. Atualmente, o “Tamar” significa Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas e é ligado ao Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio).
Missão do Projeto Tamar
Conforme o site oficial da instituição, a missão do Projeto Tamar é “ promover a recuperação das tartarugas marinhas, desenvolvendo ações de pesquisa, conservação e inclusão social”. Dessa forma, essa entidade sem fins lucrativos tem um trabalho super necessário, respeitado a nível mundial.
As ações incluem proteção, manejo e pesquisa das cinco espécies de tartarugas marinhas existentes no Brasil: tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivácea), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) e tartaruga-verde (Chelonia mydas).
O Projeto Tamar também ajuda na sensibilização da sociedade a respeito da necessidade de cuidado com o meio ambiente e da vida marítima por meio de atividades que envolvem toda a comunidade.
Onde visitar o Projeto Tamar
Existem 23 bases de apoio distribuídas ao longo de 9 estados brasileiros (RN, PE, SE, BA, ES, RJ, SP, SC), mas 6 unidades são abertas ao público. No Nordeste, temos as bases de Fernando de Noronha (PE), Oceanário de Aracaju (SE), Praia do Forte (BA) e Arembepe (BA).
Já no Sudeste, ficam abertas à visitação as bases de Vitória (ES) e Ubatuba (SP). No Sul, a unidade disponível para ser visitada fica em Florianópolis (SC). Nelas, é possível fazer visitas guiadas, entrando em contato com essas espécies, bem como adquirir camisetas e acessórios do instituto.