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Contencioso de Massa: Um desafio para gigantes

As pessoas quando pensam em processos judiciais, logo pensam em prazos enormes, burocracia, decisões controversas, fase

 As pessoas quando pensam em processos judiciais, logo pensam em prazos enormes, burocracia, decisões controversas, fases e acontecimentos, sob o ponto de vista do leigo toda esta burocracia não possui nenhum sentido. Evidente que este é o retrato da estrutura judicial no Brasil, se por um lado, existe um real esforço na melhoria do desempenho geral, seja no que se refere a volumes ou no tocante a tempo de resposta do judiciário, é verdade também que o Brasil está longe de atingir o satisfatório. Esta é uma realidade que certamente perdurará um bom tempo para ser resolvida, e totalmente dependente de vontade política e esforço de todos os envolvidos.
Portanto, sabemos que a complexidade existe e se estiver aliada a grandes volumes, significa dizer que estamos no caos. As empresas que possuem grande número de processos possuem grande dificuldade na gestão, seja pela quantidade a qual estas empresas estão expostas, principalmente na justiça do trabalho ou porque para estas empresas existe mais um elemento a ser gerido na relação corporação, a justiça.
Ainda existem empresas que possuem grande quantidade de clientes e colaboradores e neste caso surge uma situação ainda mais crítica, o contencioso de massa. Para estes, o controle passa a ser desesperador, algumas empresas recebem diariamente dezenas senão centenas de ações em um único dia. Defender-se, controlar e vencer, passa a ser uma tarefa quase desumana.
É verdade que houve avanços tecnológicos que permitiram melhorias, como sistemas de controle de processos que automatizaram o acesso para os escritórios credenciados e controlam o fluxo de eventos. Porém quando imaginamos este volume e os diversos impactos que podem causar a uma empresa, notamos que existem poucas empresas com processos de negócio estruturados de forma consistente e inovadora, e o pior é que pouquíssimas soluções de software robustas para suprir este cenário. Existem ações de milhões de reais e basta uma única falha de cadastro para decretar a perda de um prazo e consequentemente a perda da ação. Ao deixar de atender uma única liminar, os responsáveis por uma empresa estão sujeitos a prisão por descumprimento judicial.
Para complementar este quadro, normas nacionais e internacionais cobram controles mais assertivos e a empresa exerce pressão para atingir resultados e reduzir custos. Surge então a pergunta que parece sem resposta: Existe saída? Por incrível que possa parecer a resposta é sim, não que seja fácil, porque de fato gerir contencioso de massa nunca será, mas existem hoje processos de negócio e ferramentas que podem resolver grande parte dos problemas e ir até mais longe, propiciando a geração de resultados positivos para empresa com reflexos até no balanço, via redução de custos, aumento do desempenho na justiça, redução de pagamentos indevidos e gestão da provisão de acordo com SOX e IRFS.
Parece sonho, mas não é, muito do que falamos está também nas mãos da própria empresa. Muitas vezes, as empresas implantam novas soluções tecnológicas porém continuam a praticar processos de negócio antiquados, alguns com mais de 20 anos.  Portanto a primeira frente a atacar são os processos de negócio, depois automatizar.
O segundo passo é a adoção de sistemas robustos, capazes não apenas de controlar o processo, até porque isto o próprio escritório deverá fazê-lo, mas gerir toda a cadeia, desde a entrada até o encerramento. Isto significa passar e gerir automaticamente passos importantes como a virtualização dos documentos, geração de subsídios de defesa, distribuição das ações para os escritórios com maior desempenho e menor custo, respeitando sua capacidade de produção e qualidade. Cabe automatizar os processos financeiros e automatizá-los como por exemplo os honorários e também toda a tratativa de adiantamentos, reembolso e prestação de contas na plataforma WEB e com alçadas de aprovação. Além disso, cabe também gerir as provisões automaticamente baseada em artefatos gerados pelos próprios históricos, ou seja, provisionar por diversos critérios e baseados no que ocorreu e oferecer maior transparência para gestores e acionistas, afinal, não é isto que prega a SOX e não são estes os objetivos da nova legislação contábil do IRFS ?
É importante automatizar o controle de correção dos valores e gerir de forma contundente o importante patrimônio da empresa, os depósitos judiciais e outras garantias, e toda rotina de acordos e efetivamente controlá-los, reabrindo a ação sempre que descumpridos. Enfim, existe muita coisa a ser feita e a pergunta retorna: Existe solução? A Resposta é sim, e novamente reiteramos que não é fácil, mas factível. Existe hoje uma tendência irreversível nas empresas de terceirizar totalmente o processo de negócio mantendo apenas a Inteligência, por exemplo, existem departamentos jurídicos de grande porte que terceirizaram as pessoas de cadastro, o sistema e a infra-estrutura, inclusive links e local físico e que adotaram este modelo mantendo advogados estratégicos, responsáveis pelas estratégias do departamento.
Evidente que este modelo muda drasticamente a forma de contratação e aquisição, pois ao invés de software contrata-se serviços que devem ser pagos de acordo com desempenho, sejam indicadores de resultados ou indicadores da saúde dos processos de negócio.
No momento da contratação se determina o SLA de processos de negócio como por exemplo, tempo de cadastro de iniciais e de cadastro de subsídios, além é claro, do SLA de disponibilidade da aplicação e manutenção. Por outro lado, o fornecedor é remunerado por algum elemento, como por exemplo o número de processos ativos e entrantes.
Evidente que o perfil da empresa contratada muda e deve ser o de uma empresa forte, com experiência em projetos de grande porte e em  prestação de  serviços e o mais importante, possuir uma solução baseada em processos de negócios (Workflow) com bastante flexibilidade.
Enfim, a notícia boa é que existe luz no fim do túnel, basta olharmos à frente e procurarmos soluções.

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