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Correa faz campanha pelo ‘sim’ para instaurar nova constituinte

Correa faz campanha pelo ‘sim’ para instaurar nova constituinte

O presidente equatoriano, Rafael Correa, continuou uma peregrinação por províncias e meios de comunicação na tentativa de arrecadar votos para o 'Sim' na consulta popular do próximo domingo, pois a vitória dessa opção lhe permitirá instaurar uma Assembléia Constituinte de plenos poderes.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, continuou uma peregrinação por províncias e meios de comunicação na tentativa de arrecadar votos para o “Sim” na consulta popular do próximo domingo, pois a vitória dessa opção lhe permitirá instaurar uma Assembléia Constituinte de plenos poderes.

O chefe do Estado pediu aos equatorianos que “votem pelo ‘Sim’, pelo futuro, por um país positivo, não pelo negativo, não pelo ódio, não pelo rancor”, em entrevista à emissora de TV “Telerama”, da cidade andina de Cuenca.

Correa insistiu em que votar no “Não” é fazê-lo pelos políticos tradicionais que, segundo disse, levaram o país a uma situação insustentável, da qual quer tirá-lo com a Constituinte.

Para o líder, votar nulo ou em branco também significa “fazer o jogo” dos que se opõem às “profundas mudanças” que defende.

O governante disse ainda que, apesar de acreditar em uma vitória “contundente” nas urnas, com uma relação de “quatro votos contra um” a favor do “Sim”, caso o “Não” vença, ele apresentará sua renúncia, pois isso significaria que o povo deixou de apoiá-lo.

Mesmo assim, Correa expressou sua confiança na vitória do “Sim ao futuro”, e afirmou que, em seguida, começará o trabalho de organizar as eleições para designar os 130 participantes da assembléia da Constituinte.

“Nossa proposta é que haja uma Assembléia Constituinte que faça uma nova constituição e que aprove certas leis fundamentais, e que haja um Congresso que se limite a fiscalizar”, disse.

Além disso, Correa assinalou que a nova Carta Magna será submetida a plebiscito, para que o povo aprove sua lei básica.

O governante afirmou que sua iniciativa procura enterrar o neoliberalismo, instaurar uma democracia “verdadeiramente mais participativa”, criar distritos eleitorais e despolitizar as instituições do Estado.

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