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MPF/MS vai denunciar envolvidos no esquema de extração ilegal de madeira

MPF/MS vai denunciar envolvidos no esquema de extração ilegal de madeira

O Ministério Público Federal no Mato Grosso do Sul (MPF/MS) pretende denunciar à Justiça Federal os envolvidos no esquema de extração ilegal de madeira nativa para produção e venda de carvão vegetal, descoberto na chamada Operação Diamante Negro.

O Ministério Público Federal no Mato Grosso do Sul (MPF/MS) pretende denunciar à Justiça Federal os envolvidos no esquema de extração ilegal de madeira nativa para produção e venda de carvão vegetal, descoberto na chamada Operação Diamante Negro. O procurador da República Gustavo Moysés da Silveira, da Procuradoria da República no município de Três Lagoas, acredita haver provas suficientes de crimes contra a administração pública, a ordem tributária e o meio ambiente, além de corrupção e formação de quadrilha. A denúncia deve ser oferecida após a conclusão do inquérito pela Polícia Federal.

A investigação da quadrilha, que tinha base em Mato Grosso do Sul, mas atuava em vários estados do país, começou em junho de 2007, através de escutas telefônicas, realizadas pelas delegacias da Polícia Federal de Dourados e Três Lagoas. O Ministério Público Federal acompanhou as investigações desde o início.

Em abril deste ano, o procurador da República Gustavo Moysés da Silveira emitiu parecer à Justiça Federal pela expedição de 116 mandados de busca e apreensão. A Justiça deferiu 21 mandados de busca e apreensão domiciliar.

O MPF/MS se manifestou, ainda, pela prisão temporária de 49 integrantes da quadrilha e pela condução coercitiva de outros nove envolvidos, sendo concedida pela Justiça Federal a prisão temporária, por cinco dias, de 35 pessoas. As prisões ocorreram hoje, 20 de maio, no entanto, foram negadas as conduções coercitivas.

O carvão produzido ilegalmente e em larga escala tinha como destino siderúrgicas em Minas Gerais e São Paulo e escoava livremente com a facilitação de passagem por policiais rodoviários federais do posto de Paranaíba (MS). Estão envolvidos ainda no esquema servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Fazendária (Agenfa), Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), bem como produtores de carvão e particulares.

Segundo apurado, a quadrilha implantou inúmeras carvoarias clandestinas, nas quais explorava mão-de-obra barata, inclusive menores de idade. A extração de madeira nativa ocorreu até mesmo em áreas de preservação ambiental, tendo seu transporte e venda realizados sem os documentos necessários (Documento de Origem Florestal – DOF) ou com documentos falsos.

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