Um médico ortopedista de Cuiabá, que teria cobrado de um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar um procedimento pós-operatório, foi condenado em primeira instância, por corrupção passiva. Cabe recurso.
De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ-MT), em outubro de 1998, em Cuiabá, o médico ortopedista teria solicitado da mãe de um beneficiário do SUS a quantia de R$ 1,2 mil para realizar uma cirurgia no braço direito do paciente. Ele deverá cumprir pena de dois anos e seis meses de reclusão em regime aberto (ou seja, ele pode trabalhar e voltar à unidade prisional parar dormir).
Ainda segundo o TJ-MT, há outras acusações contra o profissional. Ele teria cobrado R$ 1 mil para realizar uma cirurgia de clavícula e R$ 600, para uma operação no braço, de outros pacientes. Ainda de acordo com o tribunal, há outra denúncia apontando que o médico teria cobrado R$ 500 para fazer curativos e retirada de pinos do cotovelo de um paciente, com o argumento de honorário complementar. Todos os casos teriam ocorrido no mesmo ano.
A defesa alegou que o acusado não cobrou pelo procedimento cirúrgico, mas pelo tratamento laboratorial necessário, o pós-cirúrgico, que seria realizado em sua clínica particular e que não era coberto pelo poder público.