Família do motorista de microônibus aceitou proposta de consórcio. Viúva de cobrador também assinou acordo.
A família do motorista Reinaldo Aparecido Leite, de 40 anos, aceitou o acordo de indenização proposto pelo Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da Linha 4 (Amarela) do Metrô. Foi o último acordo fechado com as sete famílias dos mortos no desabamento das obras da Estação Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, ocorrido em 12 de janeiro.
Leite dirigia o microônibus que caiu na cratera. A família dele esteve no Fórum João Mendes, no Centro de São Paulo e não chegou a um acordo sobre a indenização. A juíza Maria Lúcia Pizzotti Mendes pediu que a viúva Ezilene Gomes Dourado pensasse no assunto e marcou uma nova audiência para a tarde desta segunda. No retorno, o acordo foi fechado.
A viúva do motorista havia recusado no início de março o valor oferecido pelo Consórcio Via Amarela para indenização por danos morais e materiais.
Também foi fechado nesta segunda-feira (9) o acordo de indenização do cobrador Wescley Ferreira da Silva, de 22 anos. Thaís Ferreira Gomes, de 20 anos, viúva do cobrador, assinou o acordo no início da tarde desta segunda. O valor da indenização não será divulgado em nenhum dos casos.
As famílias das outras cinco vítimas – a advogada Valéria Alves Marmit, de 37 anos, o contínuo Cícero Augustinho da Silva, de 60, o funcionário público Márcio Rodrigues Alambert, de 31, o motorista Francisco Sabino Torres, de 47, e a aposentada Abigail de Azevedo, de 75 – também chegaram a um acordo.