seu conteúdo no nosso portal

Noiva quer processar padre que faltou ao casamento

Noiva quer processar padre que faltou ao casamento

Mulher quer 60 salários mínimos de indenização na Justiça de Castanhal (PA). Advogada do religioso acusa a noiva de 'má-fé' O padre espanhol Diego Arroyo está sendo alvo de uma ação inusitada na Justiça brasileira: ele faltou a um casamento marcado para 25 de fevereiro do ano passado e, agora, a noiva quer 60 salários mínimos de indenização no Juizado Especial Cível da comarca de Castanhal (PA), a 65 km de Belém. A audiência de julgamento foi marcada para o dia 30.

Mulher quer 60 salários mínimos de indenização na Justiça de Castanhal (PA). Advogada do religioso acusa a noiva de “má-fé”

O padre espanhol Diego Arroyo está sendo alvo de uma ação inusitada na Justiça brasileira: ele faltou a um casamento marcado para 25 de fevereiro do ano passado e, agora, a noiva quer 60 salários mínimos de indenização no Juizado Especial Cível da comarca de Castanhal (PA), a 65 km de Belém. A audiência de julgamento foi marcada para o dia 30.

“Eu não tenho nada a ver com os problemas dele, as brigas internas dentro da Igreja Católica. Fazendo o que esse padre fez comigo, ele é mais pecador que cada um de nós”, desabafou a noiva, Marcela de Lima Ferreira. Ela disse que a justiça precisa ser feita nesse caso para que o padre aprenda a não fazer com outras pessoas o que fez com ela.

Marcela conseguiu casar em outra igreja, mas enfrentou aborrecimentos com o padre substituto, que vetou uma banda escolhida pelos noivos para tocar na igreja, além de esperar por mais de duas horas que a papelada de seu casamento fosse localizada na paróquia de Arroyo. “O que era para ser o momento mais feliz da minha vida virou angústia e horror”, completa.

“Equívoco”

Arroyo nega ter se recusado a fazer o casamento, alegando que tudo não passou de “equívoco e confusão” provocados por um conflito na Igreja Católica de Castanhal. O problema, segundo ele, envolvia religiosos do movimento providentino, que foram expulsos da diocese por se negarem a desistir de um mandado judicial de reintegração de posse de um terreno que pertenceria à congregação. Com a confusão entre os religiosos, o casamento de Marcela não teria sido relacionado nas cerimônias do dia.

Para a advogada do padre, Solange Mota, quem deveria ser processada é a noiva. Ela acusa Marcela de querer obter lucro “usando de má-fé”. Segundo Solange, antes de fazer tanta confusão e meter a Justiça na história, a noiva deveria ter ido ao bispo queixar-se do padre. E disparou: “ela deveria ser punida por ocupar a Justiça com futilidade”.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico