Em dezembro a singular Assembléia Nacional Constituinte começou a funcionar. Era o Congresso em final de mandato, humilhado por dezenas de cassações de adversários do regime militar. Por um passe de mágica, o Ato Institucional número 4, Câmara e Senado, reunidos, teriam até 17 de janeiro para redigir uma nova Constituição para o país. Perdendo o prazo, passaria a valer um texto preparado pelo ministro da Justiça, Carlos Medeiros, a pedido do presidente Castello Branco. Para se aferir o potencial de truculência do ante-projeto, basta verificar que não continha o capítulo dos direitos e garantias individuais. Leia mais no artido do jornalista Carlos Chagas.