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Falta pouco para Joaquim Barbosa ser convidado para disputar a Presidência

Assentada a poeira de mais um pronunciamento polêmico do ministro Joaquim Barbosa, segunda-feira, importa ir além da reação dos presidentes da Câmara e do Senado, bem como de líderes partidários. Eles não aceitaram que o presidente do Supremo Tribunal Federal tivesse rotulado o Congresso como ineficiente e submisso ao Executivo, assim como se indignaram com a afirmação de que os partidos, no Brasil, são de “mentirinha”. Guardadas as proporções, sua performance lembra a sucessão de 1960. Juscelino Kubitschek terminava seu mandato envolto em altíssimos índices de popularidade. Era o brasileiro mais admirado naqueles idos. Foi quando apareceu Jânio Quadros, dizendo em praça pública tudo o que a população ansiava, em se tratando de reformar costumes e  práticas. Deu um passeio nas urnas. Vale registrar apenas a quadra eleitoral. O que aconteceu depois com Jânio nada tem a ver com Barbosa. Nunca teve antes, também, exceto o fascínio que um despertou no eleitorado e o potencial que o outro agora apresenta.  Como não temos bola de cristal, recomenda-se aguardar. Mas que o homem tem tudo para ser lançado e eleito, isso tem.

Por Aluízio Bezerra Filho

Juiz de Direito da 6a Vara da Fazenda Pública da Capital do Estado da Paraíba, ex-Membro da 3ª Turma Recursal do Juizado Especial da Capital, ex-Juiz Eleitoral da 64ª Zona Eleitoral da Capital, ex-Professor da Unipê, autor dos livros Tribunal do Júri Homicídios, Lei de Tóxicos Anotada e Interpretada pelos Tribunais e Crimes Sexuais, Leis de Tóxicos, Lei Antidrogas e Lei de Improbidade Administrativa, todos pela Editora Juruá. É autor ainda do livro Sentenças Definitivas, editado pela União Editora.

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