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No Ceará, obras do metrô feitas por empresas do cartel teve custo triplicado

 

Com preço triplicado e superfaturamento, a linha sul do Metrô de Fortaleza (CE), obra realizada com recursos federais, teve a participação de empresas investigadas por formação de cartel em São Paulo e Distrito Federal, como Siemens, Alstom, Bombardier e Balfour Beatty. Elas formaram um consórcio com construtoras para implementar o projeto no Ceará, iniciado em 1998 e concluído em julho passado 15 anos depois. O custo era estimado em cerca de R$ 500 milhões, em valores atualizados, mas no final totalizou três vezes mais, R$ 1,5 bilhão .

A concorrência e a obra ficaram sob responsabilidade do Metrofor, estatal do governo do Ceará, mas 80% dos recursos são federais. Segundo informa o jornal Folha de S. Paulo, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal apontaram várias irregularidades na obra de apenas 24km de extensão, enquanto ela se arrastava durante os governos de Tasso Jereissati e Lúcio Alcântara (PSDB) e Cid Gomes (PSB). Em 2006, por exemplo, o TCU apontou que a construção estava superfaturada em pelo menos R$ 120 milhões em valores de hoje. De acordo com o órgão, o superfaturamento decorria de preços elevados de alguns itens da obra.

Por Aluízio Bezerra Filho

Juiz de Direito da 6a Vara da Fazenda Pública da Capital do Estado da Paraíba, ex-Membro da 3ª Turma Recursal do Juizado Especial da Capital, ex-Juiz Eleitoral da 64ª Zona Eleitoral da Capital, ex-Professor da Unipê, autor dos livros Tribunal do Júri Homicídios, Lei de Tóxicos Anotada e Interpretada pelos Tribunais e Crimes Sexuais, Leis de Tóxicos, Lei Antidrogas e Lei de Improbidade Administrativa, todos pela Editora Juruá. É autor ainda do livro Sentenças Definitivas, editado pela União Editora.

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