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OAB critica decreto

O conselheiro federal da OAB, e ex-presidente da Seccional do Rio de Janeiro,  Wadih Damous considerou nesta quarta-feira (24) “inconstitucional e com resquícios de atos de exceção” o decreto assinado pelo governador Sérgio Cabral para investigar atos de vandalismo. O decreto exige, entre outras coisas, que as empresas de telefonia e internet entreguem informações de usuários suspeitos de envolvimento com os protestos.

Para Damous, o decreto de Cabral confronta diretamente com a Constituição”. “O governador usa de órgãos ordinários da administração para criar um órgão de exceção. Poder de investigação tem a polícia e o Ministério Público, e não outro órgão que se crie por decreto”, disse.

Wadih também se preocupa com a previsão de que as empresas de telefonia e de internet devem atender às solicitações da Ceiv (Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas) em 24 horas. Para o ex-presidente da OAB-RJ, “está implícito” no decreto que as companhias “devem repassar ao governo informações que dizem respeito à intimidade das pessoas”. E isso, afirma, “só pode ser feito com justo motivo e autorização judicial”.

Por Aluízio Bezerra Filho

Juiz de Direito da 6a Vara da Fazenda Pública da Capital do Estado da Paraíba, ex-Membro da 3ª Turma Recursal do Juizado Especial da Capital, ex-Juiz Eleitoral da 64ª Zona Eleitoral da Capital, ex-Professor da Unipê, autor dos livros Tribunal do Júri Homicídios, Lei de Tóxicos Anotada e Interpretada pelos Tribunais e Crimes Sexuais, Leis de Tóxicos, Lei Antidrogas e Lei de Improbidade Administrativa, todos pela Editora Juruá. É autor ainda do livro Sentenças Definitivas, editado pela União Editora.

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