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Só um “paranormal” conseguiria espionar pré-sal, assegura ANP

 

A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, garante que as informações do setor estão completamente seguras quanto à espionagem americana. Em audiência na CPI da Espionagem, no Senado, Magda disse que para ter acesso aos dados do pré-sal, o espião teria de ser “paranormal” porque as informações não estariam conectadas a internet. Alinhada à anunciada “segurança”, a ANP anunciou que o Tribunal de Contas da União (TCU) não coloca obstáculo para a realização do primeiro leilão para a exploração do petróleo do pré-sal.
A decisão para o leilão do pré-sal ainda não foi divulgada. Há o temor de que informações importantes teriam vazado para beneficiar americanos. A hipótese, no entanto, é desmentida pela diretora. Magda explica que a Petrobras conta com um dos maiores bancos de dados relativos ao setor petrolífero do mundo e funciona na Urca, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, afastado da sede principal da ANP, que fica no Centro da cidade. O banco de dados, segunda Magda, está em uma sala cofre a prova de balas, incêndio e protegido de outras ameaças.
“O acervo é imenso. São dados geológicos, sísmicos, físicos, perfis de poços, testes de poços e amostras. O que tem hoje equivale 60 milhões de gaveteiros cheios de informações. Ou algo igual a 20 bilhões de fotografias digitais de alta resolução”, exemplificou Magda, à CPI.
Com toda a segurança garantida, é provável que o acórdão seja divulgado antes de 21 de outubro. As empresas e consórcios têm até amanhã (18) para manifestar interesse e pagar sua taxa de participação no leilão, no valor de R$ 2 milhões. Será vencedora a empresa que reverter o maior percentual do petróleo excedente à União. O percentual mínimo previsto em lei é 41,56%. Escolhida a empresa vencedora do leilão, o contrato para a exploração e produção de Libra, que terá a duração de 35 anos, deverá ser assinado em novembro.

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