seu conteúdo no nosso portal

Comerciante acusado de abastecer caixa-dois tem liminar negada pelo STF

Comerciante acusado de abastecer caixa-dois tem liminar negada pelo STF

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha indeferiu o pedido de liminar no Habeas Corpus (HC) 89398, impetrado em favor de A.C. No HC, o comerciante pedia para que fossem suspensas, ou mesmo não iniciadas, quaisquer investigações contra ele pelo Ministério Público.

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha indeferiu o pedido de liminar no Habeas Corpus (HC) 89398, impetrado em favor de A.C. No HC, o comerciante pedia para que fossem suspensas, ou mesmo não iniciadas, quaisquer investigações contra ele pelo Ministério Público.

Uma revista de grande circulação publicou matéria, em julho deste ano, noticiando que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos, entregou ao Ministério Público os nomes de todos os ganhadores da Mega-Sena. Entre eles estariam pessoas que usaram os prêmios para lavagem de dinheiro e o abastecimento de caixa-dois de partidos políticos.

O impetrante alegou constrangimento ao ser investigado por, supostamente, abastecer o caixa-dois dos partidos políticos. Ao apostar na Mega-Sena, o comerciante teria ganhado e dividido a quantia de R$ 34,2 milhões com o patrão.

Segundo a ministra, relatora do HC, o deferimento de medida liminar para o trancamento de eventuais inquéritos e ações penais não se justifica, “ainda mais quando simplesmente noticiados em reportagens jornalísticas”.

A ministra entendeu que o trancamento liminar de inquéritos e ações penais em curso, o que não há hipótese neste caso, segundo ela, só é admissível quando verificadas a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou ausência de elementos que demonstrem autoria e prova da materialidade.

Cármen Lúcia também ressaltou que o Ministério Público é o órgão competente constitucionalmente para o desempenho da investigação penal, não havendo constrangimento ilegal na eventual apreciação de documentos fornecidos pela CPI.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico