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Homem que obrigou amante a abortar vai a júri

Homem que obrigou amante a abortar vai a júri

Sob a presidência do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, em atuação na 13ª Vara Criminal de Goiânia, o 1º Tribunal de Júri da Capital vai julgar, no próximo dia 8, às 13h30, o funcionário público Genilson Moreira dos Santos, que foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por ter obrigado uma colega de trabalho, E.A., a abortar. O fato se deu em 16 de fevereiro de 1994, no Terminal Rodoviário de Goiânia, onde ambos trabalhavam.

Sob a presidência do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, em atuação na 13ª Vara Criminal de Goiânia, o 1º Tribunal de Júri da Capital vai julgar, no próximo dia 8, às 13h30, o funcionário público Genilson Moreira dos Santos, que foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por ter obrigado uma colega de trabalho, E.A., a abortar. O fato se deu em 16 de fevereiro de 1994, no Terminal Rodoviário de Goiânia, onde ambos trabalhavam.

Três meses antes, os dois, que trabalhavam para a mesma firma, saíram juntamente com outros colegas para beber cervejas em uma lanchonete situada dentro da Rodoviária mesmo. E.A. não tinha o costume de beber e acabou se embriagando, tendo então se deslocado até o escritório da firma, onde deitou-se sobre uma mesa. Na ocasião, Genilson, que a havia seguido até o local, teria se aproveitado do estado de embriaguês da colega e matido relação sexual com ela.

Algum tempo depois, E.A. começou a suspeitar que estava grávida e, depois de se submeter a um exame, constatou que estava com três meses de gestação. Apavorada, contou o fato a Genilson que, alegando ser casado, pediu para que ela tirasse “o troço”. Com medo, a garota recusou-se a abortar e, alguns dias depois, o colega lhe trouxe alguns comprimidos do remédio de uso veterinário Citotec – conhecido por seu efeito abortivo – instruindo-a a ingeri-los. No dia seguinte, ao perguntar se ela havia tomado os comprimidos, e tendo recebido resposta negativa, Genilson passou a ameaçá-la, obrigando-a, assim, a ingerir quatro comprimidos de Citotec.

Após ingeri-los, E.A foi para casa e passou a se sentir mal e sofrer forte hemorragia. Conduzida por familiares para um hospital, perdeu o bebê. Em seu depoimento, a mãe da garota disse que, após receber o feto, procurou Genilson e o entregou ao acusado, que então o ocultou. Na denúncia o MP pede que Genilson seja condenado por prática de aborto e ocultação de cadáver.

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