A Associação de Projetos de Combate à Fome (Ágora), entidade sem fins lucrativos de Brasília acusada de uma série de irregularidades na aplicação de recursos públicos desde 2001, poderá ter quebrados seus sigilos bancário, fiscal e telefônico na CPI das ONGS no Senado.
Apesar de responder a três ações propostas pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDF), a Ágora, então comandada por Mauro Dutra, amigo do presidente Lula, recebeu mais de R$ 7,3 milhões do governo federal entre 2003 e 2006.
O promotor de Justiça de Fundações e Entidades de Interesses Sociais do MPDF, Gladaniel Palmeira de Carvalho, defendeu ontem (13), diante dos senadores da comissão de inquérito, a continuidade das investigações sobre a entidade. “Sem essa quebra, a investigação não ficará totalmente esclarecida”, disse o promotor ao site ao final da sessão da CPI.
Como revelou com exclusividade o Congresso em Foco, a entidade de Mauro Dutra recebeu R$ 335.854,00 irregularmente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O valor faz parte de um convênio maior, de R$ 7,68 milhões, com o MTE.