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Uberlândia processa mendigos aproveitadores

Uberlândia processa mendigos aproveitadores

Pesquisa revelou que 90% dos pedintes não precisavam de esmolas. Por isso, na cidade mineira, quem pede dinheiro sem precisar é levado para a delegacia.

Desde que o Ministério Público estadual decidiu lançar uma campanha contra a mendicância na cidade de Uberlândia (MG), há quatro meses, os mendigos viraram caso de polícia. Quem pede esmolas na rua sem precisar, além de parar na delegacia, vira alvo de processo judicial.

A polícia da cidade tem saído às ruas para procurar mendigos que pedem esmolas e todos são revistados e obrigados a se identificar. De ônibus ou van, são levados para a delegacia.

Mendicância é contravenção penal e a pena vai de 15 dias a três meses de prisão. Até agora, 32 mendigos foram processados. A idéia da campanha surgiu depois de uma pesquisa feita na cidade pelo Ministério Público estadual que revelou uma estatística considerada preocupante.

“Cerca de 90% dos mendigos são profissionais. Há mendigos de Uberlândia que dizem que chegam a retirar R$ 1.800 por dia. Eles fizeram disso uma profissão e o pior, não necessitam”, diz o promotor de Justiça Marco Aurélio Nogueira.

Abrigo público

Os mendigos retirados das ruas e que provam que não têm para onde ir são levados para este abrigo público, onde ficam até conseguir um emprego ou voltar para as cidades de onde vieram. Placas de publicidade foram espalhadas na cidade inteira sugerindo que a população não dê esmolas.

“Nós estamos favorecendo a ação de pessoas que se aproveitam de uma falsa mendicância para adquirir drogas, praticando pequenos roubos, praticando crimes que têm sido a tormenta da cidade de Uberlândia”, diz o policial militar Dilmar Ferreira Crovato.

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