Os advogados de Suzane von Richthofen vão tentar um último recurso na tentativa de adiar o julgamento da jovem, marcado para começar nesta segunda-feira (05). Mário Sérgio de Oliveira e Mauro Otávio Nacif vão pedir que o julgamento só seja feito depois que a sentença de pronúncia tenha sido transitada em julgado.
Suzane e os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos são réus confessos do assassinato do casal Manfred e Marísia, pais da moça, golpeados na cabeça com tacos de ferro no dia 31 de outubro de 2002.
Neste sábado (03) os dois advogados passaram quase cinco horas com Suzane preparando-a para possíveis perguntas que podem surgir durante o julgamento.
A acusação vai querer culpar Suzane e os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos por homicídio triplamente qualidade. A promotoria tentará convencer os jurados que eles planejaram o crime par ficar com a herança do casal Richthofen. Para isso, arrolaram como testemunhas para falar perante o júri policiais e parentes de Suzane – entre eles o irmão, Andreas.
Já a defesa diz que Suzane se tornou escrava psíquica de Daniel, seu primeiro namorado, que a iniciou na vida sexual e no uso das drogas. Para isso, convocou amigos de faculdade, vizinhos da família e uma ex-empregada para descrever a trajetória da moça.
O advogado dos irmãos Cravinhos, Geraldo Jabour, tem evitado dar entrevistas. Ele deverá defender a tese de que a idéia de matar o casal partiu de Suzane. Em defesa dos Cravinhos, Jabour pretende investir no relato de que Suzane sempre reclamou dos pais e se mostrava insatisfeita com a censura em relação ao seu namoro. Os dois costumavam viajar escondidos dos pais dela. Apenas os pais de Daniel permitiam a relação.
O destino de Suzane e dos irmãos Cravinhos será decidido por sete jurados, que serão sorteados de uma lista de 21 antes do início dos trabalhos. Acusação e defesa podem recusar, cada uma, até três pessoas.