São Paulo – O ex-estudante de medicina Mateus da Costa Meira foi condenado na noite desta quinta-feira a 120 anos e 6 meses de prisão pela morte de três pessoas, tentativa de homicídio de outras quatro e por ter posto a vida de 15 freqüentadores do cinema do Morumbi Shopping em risco no dia 3 de novembro de 1999.
Pelos assassinatos e as tentativas, Mateus foi condenado a 110 anos e 6 meses de reclusão. Os outros 10 anos ficaram por conta do crime de periclitação de vida, cumpridos em regime semi-aberto.
Na prática, Mateus ficará preso por 30 anos, em regime fechado, sem direito a nenhum benefício – tempo máximo de permanência na prisão permitido por lei.
Os jurados rejeitaram a tese da defesa, de que Mateus sofre de doença mental e, por isso, seria semi-imputável – o que resultaria numa diminuição de até dois terços da pena. “O réu queria matar e matar em grande estilo”, disse a juíza Maria Cecília Leone, que presidiu o julgamento.
Segundo ela, Mateus “planejou meticulosamente o crime e, de forma covarde, invadiu a sala para matar pessoas de bem”. A juíza ressaltou que o acusado, filho de família de classe média, “se quisesse, poderia ter optado por outro caminho”.