O movimento de retirada de assinaturas do requerimento de criação da CPI da Navalha já começou. Dois deputados Lindomar Garçon (PV-RO) e Edmar Moreira (DEM-MG) já apresentaram requerimento pedindo a retirada de seus nomes do pedido de instalação.
Também há um problema com as assinaturas do requerimento. Algumas estão ilegíveis e outras diferentes dos nomes oficiais. Esse seria o caso da assinatura do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que assinou o requerimento como Paulinho da Força (Sindical). Ele avisou que vai retificar a assinatura.
Ainda não dá para saber quantas assinaturas foram reunidas no requerimento. Os técnicos estão conferindo assinatura por assinatura. A expectativa é que não seja atingido o número mínimo exigido –171 deputados e 27 senadores. Se isso acontecer, a CPI não sai do papel.
Inicialmente, o grupo que coletou assinaturas disse ter reunido 172 deputados e 29 senadores favoráveis à instalação da CPI da Navalha. No entanto, o grupo já esperava pela retirada de nomes do requerimento. Eles alegam que o Planalto está pressionando os parlamentares da base a retirarem seus nomes do requerimento.
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), disse esperar uma retirada em massa de assinaturas dos parlamentares que integram a base aliada do governo. “Não é preciso operação burocrática para acobertar a vergonha política de se retirar assinaturas.”
O ministro Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais) negou hoje qualquer pressão do Executivo contra a CPI. “A imensa maioria não quer essa CPI. As minorias têm direito, mas os deputados que assinam têm direito de retirar. Eu não pedi para ninguém retirar [as assinaturas]. Agora, outros companheiros nossos do Congresso acham que é inócua CPI para investigar o que já está investigado”, disse Walfrido.