Após se reunirem e responderem 23 perguntas da acusação, os sete jurados do Tribunal do Júri pediram a pena máxima, de 58 anos, para Adriana de Jesus, uma das acusadas de matar a estudante Maria Cláudia Del’Isola. Adriana de Jesus e Bernardino do Espírito Santo trabalhavam na casa da vítima, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, e confessaram o crime. O julgamento de Adriana começou por volta das 9h desta segunda-feira (12) e só terminou às 5h de terça (13).
A empregada doméstica foi condenada a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, 12 anos e seis meses pelo crime de estupro, 12 anos e seis meses pelo crime de atentado violento ao pudor e três anos pelo crime de ocultação de cadáver.
Arrumada, de unha e cabelo feitos, Adriana ficou a maior parte do tempo de cabeça baixa. Diante do juiz, ela preferiu se calar. O plenário do tribunal ficou pequeno para tanta gente interessada em acompanhar o desfecho de uma história que chocou a cidade. Um telão foi colocado na entrada principal. No início da sessão, o julgamento foi dividido. “A defesa não quis fazer o julgamento dos dois, coube ao Ministério Público escolher quem seria julgado hoje. Pela estratégia nossa optamos por julgar a Adriana primeiro e posteriormente o Bernardino”, explica o promotor Maurício Miranda.
A parte mais longa do julgamento foi o debate entre acusação e defesa. A estratégia do advogado de Adriana foi tentar diminuir a participação e a responsabilidade dela no crime.